Leonardo Cardoso
Leonardo Cardoso é natural de Belém do Pará, nascido em 1987. Graduado em Artes Visuais pela Universidade Cidade de São Paulo – UNICID (São Paulo). É ator, diretor teatral e produtor cultural – Dono de uma carreira quase ininterrupta de 20 anos no teatro paraense, mais da metade dedicada à produção artística independente. Fundou os grupos Teatro do Ofício, Companhia Únicos e o primeiro grupo de teatro da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia). A aptidão em organizar viagens e conduzir artistas para a realização de espetáculos, principalmente pelo interior do Pará, levou-o por meio do SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, a se formar como Guia de Turismo – Regional PA, Brasil e América do Sul. Apaixonado pela escrita e por programas jornalísticos, escolheu prosseguir os estudos numa faculdade de Comunicação Social. Na Rede Únicos, empresa prestadora de serviços especializada em atender MEI (Microempreendedor Individual), sob liderança paulistana, tem uma robusta autonomia e exerce os ofícios de CEO e Web Designer da Únicos World, além de coordenar os projetos sociais desenvolvidos junto à comunidade da Ilha de Caratateua (Distrito de Outeiro), onde mora com muito orgulho e resistência. Cardoso concluiu todas as etapas da educação básica em escola pública, inclusive o ensino médio na Escola Estadual do Outeiro.
A Carreira no Teatro
COMO ATOR:
Em dezembro do ano de 2002, Leonardo Cardoso estreava no palco do Teatro Maria Sylvia Nunes, no Armazém 3 da Estação das Docas, em Belém. O encabeçamento nas artes cênicas ocorreu no “Direito de Sonhar” – Um projeto de caráter socioeducativo no qual oportunizou adolescentes e jovens adultos, boa parte moradores da Ilha de Outeiro, à iniciação teatral. O intento foi uma realização da FIDESA (Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia) e UNAMA (Universidade da Amazônia). Uma versão brasileira/baiana da famosa obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote De La Mancha, foi o texto escolhido para a montagem de Paulo Santana, um dos mais experientes diretores de teatro da cidade.
Em 2003, ingressou no Grupo Fazendo Cena de Teatro (Projeto de Extensão da Escola Superior Madre Celeste – ESMAC, na Cidade Nova 8, em Ananindeua), sob direção do professor Beto Benone, onde atuou em A História do Poeta que tinha uma Preguiça com Asas – Livre adaptação de A Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna. Pouco tempo depois, em 2005, regressou aos cuidados da direção de Santana, também diretor de Benone e, na Usina de Teatro da UNAMA, atuou em De Uma Noite de Festa, de Joaquim Cardozo e fez Cancão de Fogo, de Jairo Lima.
A Usina permitiu passagem ao Grupo Palha – Primeiro grupo onde atuou profissionalmente, também dirigido por Paulo Santana. No dia 24 de março de 2006, estreava Nu Nery – Premiado espetáculo de Carlos Correia Santos, que percorreu o Brasil em caravanas e festivais, destacando a figura polêmica de Ismael Nery, poeta e pintor paraense modernista, e revelando a sua profunda relação íntima, criativa e intelectual com a esposa Adalgisa Ferreira e o poeta mineiro Murilo Mendes. Este último era o personagem querido de Leonardo Cardoso, que considera o Palha a sua principal escola de teatro até hoje. Nesse, permaneceu até 2008 participando de todas as produções daquele período, inclusive, de outras peças escritas por Correia, como Júlio Irá Voar.
No ano de 2009, Leonardo Cardoso uniu-se a um grupo de amigos artistas de longa data e que partilhavam do mesmo desejo acerca do fazer teatral independente. Eles constituíram o Teatro do Ofício (Foto) e suas peças principais foram Uma Flor para Linda Flora, de Carlos Correia Santos e Amadores, de Pedro Sette-Câmara, ambos dirigidos por Luiz Fernando Vaz.
Já em 2013 até 2016, foi ator do grupo Os Varisteiros, onde também colaborou na fundação, participando das comédias No Trono – Livre adaptação de O Palácio dos Urubus, de Ricardo Meirelles Vieira e Sonho de Uma Noite de Inverno, do amigo e dramaturgo paraense Nazareno Tourinho, dirigida por Marcelo Andrade.
- Em 2010, numa rápida passagem pelo Coletivo Parla Palco, atuou no espetáculo Ismael em Três Traços, escrito e dirigido por Carlos Correia Santos.
- 19ª Mostra Estadual de Teatro da FESAT (2003) – Belém/PA – Indicado ao prêmio de Ator Revelação;
- 3º Festival Paraense de Teatro da Amazônia Celular (2003) – Belém/PA;
- I Festival Brasileiro de Teatro de Itajaí (2007) – Itajaí/SC;
- Festival Breves Cenas de Teatro (2010) – Manaus/AM.
